Associação de Cinema e Vídeo do Paraná – 25 anos

VITÓRIA DO AUDIOVISUAL PARANAENSE!

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As mobilizações da Associação de Vídeo e Cinema do Paraná – Avecpr como: a articulação com os deputados da comissão de cultura, em especial o deputado Péricles de Mello, que resultou na Primeira Audiência Pública do AudioVisual; a fala em plenário da nossa vice-presidenta Jessical Candal. A visita do diretor da ANCINE ao presidente da ALEP; as reuniões com o Secretário de Cultura e com o Secretário de Fazenda, e principalmente toda pressão da categoria trouxeram resultados.

Foi liberada a rubrica orçamentária destinado ao incentivo da produção audiovisual no Paraná. Ao todo R$1,5 milhão de recursos do estado que somado a contrapartida da ANCINE/FSA permitirá um investimento total de R$ 3,750 milhões.

em nota oficinal do governo do estado:
http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=94570&tit=Governador-anuncia-investimentos-na-producao-audiovisual-do-Parana

Na cidade de Curitiba nossos esforços também foram importantes e já foi lançado no dia (26/7/2017) o edital Produção Audiovisual FCC/FSA 2017, fruto de uma parceria entre a Fundação Cultural de Curitiba e a Agência Nacional de Cinema (Ancine), que possibilitará a destinação de R$ 2,7 milhões para financiamento de projetos na área de audiovisual.

em nota oficial da prefeitura:
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-lanca-edital-de-r-27-milhoes-para-producao-de-filmes-curitibanos/42850

Agora é preparar as pautas de 2018 e batalhar pela inclusão na Lei Orçamentária do próximo ano. À luta cineastas.

 

 

 

Audiovisual Resiste!

A AVEC teve início da década de 90, um período de igual conturbação política, o que mostra a determinação dos realizadores audiovisuais do Paraná em fazer a história acontecer. Nestes seus mais de 20 anos de existência a entidade foi fundamental em diversos momentos da construção das políticas públicas para o Audiovisual. O fazer audiovisual se popularizou neste período. Do caro processo fílmico a efemeridade do digital o contigente de realizadores audiovisuais cresceu exponencialmente.

Para seguir sendo protagonista neste processo de disputa por um futuro melhor para o fazer cultural e para a produção audiovisual é chegada a hora de reestruturar a AVEC. Aglutinar novos atores, articular novas áreas. Se o desenvolvimento do audiovisual nos interessa, então nos interessa:

  1. Reformular a estrutura estatutária da AVEC, visando engajar novos membros, ampliar a participação dos associados, gerando abertura e horizontalidade e tornando a entidade mais democrática e horizontal;
  2. Ampliar o escopo de atuação da entidade agregando todos os setores do audiovisual e do cinema, como aqueles ligados ao ensino, à pesquisa, à preservação, à reflexão crítica, à distribuição, à formação de público, ao cineclubismo, às atividades técnicas e a todos os trabalhos envolvidos no processo produtivo de realização audiovisual
  3. Interiorizar a entidade criando capilaridade no Paraná, fortalecendo as vozes dos centros de produção audiovisual como Londrina, Maringá, e fomentando o surgimento de outros centros pelo estado;
  4. Fomentar participação das mulheres, LGBTQs, negras e negros, povos originários, população periférica e camponesa no fazer audiovisual;
  5. Formar os agentes culturais acerca das políticas públicas da cultura e do audiovisual, visando maior engajamento das pessoas na formulação e na atuação da entidade frente a estas políticas;
  6. Fortalecer a parceria com outros movimentos sociais e frentes culturais de resistência, tais como Cultura Resiste, FACA, Levante Popular da Juventude;
  7. Articular com Siapar, SindCine, Sated e outras entidades ligadas ao setor para encaminhamentos de interesses em comum;
  8. Participar da discussão a respeito da regulação dos profissionais do audiovisual junto aos sindicatos competentes.
  9. Defender a Democratização dos Meios de Comunicação, debater o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática e lutar para que a E-Paraná seja inclusiva, plural e cidadã;

Trata-se de muito trabalho, que vai nos exigir muita vontade de construção, mas que se perseguido com afinco pode transformar as política públicas de investimento à produção audiovisual.

Lutar pelo direito à cultura, lutar por condições de trabalho dignas para os trabalhadores do audiovisual, lutar para que a população tenha acesso às produções audiovisuais locais, lutar pela ampliação, democratização e descentralização dos investimentos em cultura e no audiovisual, esse é o sentido de se organizar em uma associação.

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